Resenha Rápida: Vermelho Como Sangue
Minha primeira experiência com um livro finlandês, tinha que ser um maldito thriller policial adolescente. A história começa quando uma moça, carregando uma mala de dinheiro, é assassinada por levar esse dinheiro e então, de alguma forma, o dinheiro vai parar na mão de três adolescentes chapados. Aí a protagonista cai de paraquedas no meio desse rolo e consegue desvendar todo mistério, escapar de bandidos, se infiltrar em festas e sair praticamente ilesa dos problemas dos outros dos quais ela não se envolve. Sim, é absurdo desse nível mesmo. E, caso ainda não tenha entendido, não me agradou em quase nada, para ser gentil.
Esse é o típico exemplo de não desejar comprar um livro pela capa (e pelo título), no meu caso claro, tem gosto pra tudo, vai entender. Realmente a única coisa que se salva foi o cenário diferente, apesar dos adolescentes finlandeses não serem muito diferentes de... qualquer adolescente americano. Além de tudo, a história ainda promete (ou pelo menos a publi) uma alusão ao conto da Branca de Neve (seria uma trilogia e cada livro se refere a uma característica da Branca de neve, mas...), mas a única coisa que temos é a protagonista com um nome equivalente e a própria neve. Aliás, a protagonista é uma daquelas garotas que se acha toda legal e badass, mas se envolve nos problemas dos outros sem nenhum motivo, e ainda afirma que não se envolve nunca com os outros... O enredo policial é muito simples, o passado da protagonista não condiz com a maneira com que ela age e foi o que mais me aborreceu, nenhum personagem é interessante ou cativante, dá para sentir a tensão da protagonista nos momentos de crise, mas então ela consegue, magicamente, se livrar deles, então acaba que não importa, porque você sabe que ela não será pega. O bom é que a história se encerra, então não faço ideia do que seria o segundo livro e nem quero descobrir. Apenas consegui terminar porque é um livro curto e, em alguns pontos, o enredo fluiu bem.
Spoiler sobre a parte que mais me aborreceu: a protagonista sofria um bullying pesado quando era pré-adolescente. Mas, isso não justifica as coisas que ela aprendeu (sem mais nem menos, e absurdas a um nível que nem um perito no assunto teria aprendido isso em menos de um ano) para se defender. O negócio é tão exagerado que parece que um exército a espancava e não duas garotas. Além de que, a autora cria um suspense enorme por conta disso pra ser algo decepcionante. Seria melhor se a justificativa fosse que uma seita ou um grupo de assassinos estivesse atrás dela.

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