Resenha Rápida: Lore

 

Disponível na Amazon Prime

 

Lore é uma série de entre 40 minutos e uma hora de duração, com 2 (ou 3, mas só vi as duas primeiras de qualquer forma)temporadas de 5 episódios, em que cada um conta uma história diferente, baseados no podcast de Aaron Mahke (posso estar escrevendo o nome errado, sorry). Essas histórias, além de terem elementos do sobrenatural, são semelhantes a lendas urbanas e folclore, com exceção do fato que foram reais, ou que ao menos possuem um fundo de realidade. A primeira temporada é infinitamente superior a segunda, enquanto a segunda se mantém presa somente a uma narrativa, a primeira relaciona a narrativa principal e casos reais que têm a ver com o que está sendo contado, ou seja, tem muito mais conteúdo e curiosidades, e dá uma quebra na narrativa, boa na minha opinião, para não ficar aquela história enrolada, que tem que ter um determinado tempo, e porque tenho tendência a me entediar fácil. Além disso, achei as histórias da primeira temporada mais interessantes e menos conhecidas, enquanto a segunda, - o único episódio que achei sensacional foi o terceiro, sobre um relógio na República Tcheca que parou de funcionar durante a época da peste negra – conta com histórias mais difundidas e que enrolam demais (até porque, se conhecemos a história, não tem o elemento “suspense”), posso citar o segundo episódio como exemplo, que fala sobre a Condessa de Sangue. Claro que, isso não necessariamente faz uma temporada ruim, apenas preferi o formato da primeira, e a seleção também. Outra coisa que me incomoda na segunda temporada é que, como não tem a voz do narrador, nem sempre sabemos o quanto daquilo foi real. E (apenas porque quero ser chata e comentar) o episódio que fecha a temporada era uma história boa que foi contada de um jeito ruim, já que, diferente (de novo) da primeira temporada, temos uma visão dos personagens, e aquele cara foi retratado como se fosse completamente pirado (talvez fosse).

Falando um pouco mais da primeira, temos o elemento “contextualização”. No episódio (creio que seja o quarto) em que conta a história do cara que inventou a lobotomia, o narrador explica sobre a psicanálise e fala como foi a psicologia antes daquele tempo. Coisas assim que, talvez tenha um tom didático, mas que deram o charme para a série, não sendo apenas “uma historinha contada”, que faltou na segunda. Fora isso, a primeira ainda trás assuntos batidos, como lobisomens e vampiros, sob uma perspectiva pouco difundida atualmente, no caso dos vampiros, eles sendo associados sim ao pós-vida, mas também à doença, uma parte que se perdeu ao longo dos anos e que não vemos mais em histórias de vampiros.

Para quem ama lendas urbanas e folclore, como eu, é uma série imperdível. Mas, para quem é apenas curioso com os mistérios do mundo (o que também sou eu), também é uma série que vale super a pena (mesmo a segunda temporada).

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